Olho vermelho e dolorido com lentes de contato: causas

Olho vermelho e dor ao usar lentes de contato? Entenda quando o desconforto pode indicar uma infecção na córnea, o que fazer ao retirar as lentes e quais sinais exigem avaliação urgente.

O uso de lentes de contato oferece praticidade e liberdade para quem precisa corrigir miopia, astigmatismo ou hipermetropia. Entretanto, quando os olhos ficam vermelhos, doloridos ou apresentam sensação persistente de corpo estranho, é importante considerar que o problema pode estar relacionado às próprias lentes, à maneira como são utilizadas ou a uma alteração na superfície ocular.

Em algumas situações, a vermelhidão acontece devido ao ressecamento dos olhos, ao uso prolongado das lentes ou a uma reação aos produtos de limpeza. Em outras, pode indicar uma infecção na córnea, chamada de ceratite infecciosa, que exige tratamento rápido para evitar complicações capazes de comprometer permanentemente a visão.

Uma das principais dificuldades é que os sintomas iniciais podem ser semelhantes. Uma pessoa com uma pequena irritação pode apresentar vermelhidão e lacrimejamento, assim como alguém que está desenvolvendo uma infecção corneana. A intensidade da dor, a sensibilidade à luz, a presença de secreção e as alterações da visão ajudam na avaliação, mas nem sempre permitem distinguir as condições sem um exame oftalmológico.

Se o olho ficar vermelho e dolorido durante o uso de lentes de contato, retire as lentes imediatamente e procure avaliação oftalmológica urgente, preferencialmente no mesmo dia. Mesmo que o desconforto melhore depois da remoção, pode existir uma lesão na córnea que necessite de tratamento.

Por que as lentes de contato podem provocar vermelhidão e dor nos olhos?

A córnea é uma estrutura transparente localizada na parte anterior do olho, responsável por permitir a entrada da luz e participar de sua focalização sobre a retina. Diferentemente de muitos tecidos do organismo, ela não possui vasos sanguíneos em sua região central, obtendo parte importante do oxigênio diretamente do ambiente, através do filme lacrimal.

As lentes de contato são posicionadas sobre essa superfície e, embora os materiais modernos permitam a passagem de oxigênio, seu uso modifica as condições naturais da córnea. Dependendo do tipo de lente, do tempo de utilização e das características do olho, podem ocorrer alterações na lubrificação, no metabolismo corneano e na interação entre a lente e o tecido ocular.

Quando uma lente permanece no olho por tempo excessivo ou apresenta adaptação inadequada, pode favorecer o atrito, o ressecamento e pequenas lesões na superfície da córnea. Essas alterações podem provocar ardência, sensação de areia e vermelhidão, especialmente ao final do dia.

Em cidades como Brasília, os períodos de baixa umidade e o uso frequente de ar-condicionado podem agravar o desconforto, principalmente em pessoas que já apresentam instabilidade do filme lacrimal. O uso prolongado de computadores e celulares também pode contribuir, pois a frequência de piscadas costuma diminuir durante atividades que exigem concentração visual.

Entretanto, nem toda vermelhidão deve ser atribuída ao clima seco ou ao cansaço ocular. As lentes de contato também podem facilitar a ocorrência de infecções, especialmente quando existem falhas na higienização, contato com água ou uso durante o sono.

Irritação, alergia ou infecção: como diferenciar as principais causas?

Existem diferentes condições capazes de provocar olhos vermelhos em usuários de lentes de contato. Algumas são relativamente simples e melhoram após a suspensão temporária das lentes, enquanto outras podem apresentar evolução rápida e necessitam de medicamentos específicos.

O olho seco é uma das causas frequentes de desconforto durante o uso de lentes. Quando o filme lacrimal não consegue manter uma lubrificação adequada, o atrito entre a lente e a superfície ocular pode aumentar, provocando ardência, sensação de corpo estranho e oscilação da nitidez visual. É comum que os sintomas se tornem mais evidentes após várias horas de utilização, mas a intensidade varia conforme as condições individuais.

Outra possibilidade é a sensibilidade aos produtos utilizados na limpeza e conservação das lentes. Algumas pessoas apresentam irritação devido a determinados componentes das soluções, enquanto outras podem desenvolver reações inflamatórias associadas ao acúmulo de depósitos sobre a superfície das lentes.

Entre essas alterações está a conjuntivite papilar gigante, uma condição inflamatória que pode acontecer em usuários de lentes de contato, especialmente quando existe atrito repetitivo e acúmulo de depósitos. Nesse caso, podem surgir coceira, secreção mucosa, desconforto e dificuldade para manter as lentes posicionadas adequadamente. O tratamento pode exigir interrupção temporária do uso, controle da inflamação e modificações no tipo ou no processo de adaptação das lentes.

Também podem ocorrer pequenas abrasões na córnea, especialmente quando a lente está danificada, apresenta encaixe inadequado ou existe algum corpo estranho entre a lente e a superfície ocular. Essas lesões podem provocar dor, lacrimejamento e sensibilidade à luz, mesmo quando são relativamente pequenas.

O problema é que uma abrasão corneana também pode facilitar a entrada de microrganismos, aumentando o risco de infecção. Por esse motivo, a presença de dor e vermelhidão não deve ser tratada automaticamente como uma irritação simples.

A conjuntivite é outra possibilidade, mas nem todo olho vermelho é resultado de uma conjuntivite. Em usuários de lentes de contato, é particularmente importante examinar a córnea antes de concluir que os sintomas são provocados apenas pela inflamação da conjuntiva.

Conheça também as principais causas de olhos vermelhos e os sinais que merecem atenção.

Ceratite infecciosa: quando o uso de lentes pode comprometer a visão

A ceratite é uma inflamação da córnea que pode apresentar causas infecciosas ou não infecciosas. Quando provocada por microrganismos, como bactérias, fungos ou protozoários, recebe o nome de ceratite infecciosa ou microbiana.

Entre as infecções relacionadas ao uso de lentes de contato, a ceratite bacteriana é uma das principais preocupações. Bactérias normalmente presentes no ambiente podem alcançar a superfície ocular e, em condições favoráveis, penetrar no tecido corneano.

Uma das bactérias associadas a essas infecções é a Pseudomonas aeruginosa, capaz de provocar quadros agressivos e de progressão rápida. A infecção pode causar inflamação importante, destruição de tecido e formação de uma úlcera na córnea, comprometendo sua transparência.

A úlcera de córnea é uma lesão caracterizada pela perda de parte do tecido superficial, frequentemente acompanhada de inflamação e, em muitos casos, infecção. O paciente pode apresentar dor, vermelhidão intensa, lacrimejamento, sensibilidade à luz e redução da visão. Em determinadas situações, surge uma pequena mancha esbranquiçada sobre a córnea, que pode ser percebida ao olhar no espelho.

Entretanto, nem toda úlcera produz uma mancha visível, especialmente nos estágios iniciais. Algumas infecções também começam com sintomas discretos e se tornam mais intensas ao longo das horas.

Quando uma ceratite infecciosa não é diagnosticada e tratada adequadamente, a inflamação pode provocar cicatrizes permanentes, comprometendo a passagem da luz. Nos casos mais graves, pode ocorrer afinamento importante da córnea e até perfuração, situações que podem exigir procedimentos cirúrgicos, incluindo transplante de córnea.

A evolução depende do agente infeccioso, da extensão da lesão e do tempo decorrido até o início do tratamento. É por isso que olho vermelho com dor em quem usa lentes de contato deve ser considerado uma possível infecção corneana até que essa hipótese seja descartada pelo oftalmologista.

Dormir com lentes de contato aumenta o risco de infecção?

Sim. Dormir utilizando lentes de contato está associado a um aumento importante do risco de ceratite infecciosa, mesmo quando as lentes são fabricadas com materiais que permitem boa passagem de oxigênio.

Durante o sono, as pálpebras permanecem fechadas e a disponibilidade de oxigênio para a superfície da córnea diminui naturalmente. A presença de uma lente pode modificar ainda mais essas condições, especialmente quando permanece no olho durante várias horas sem movimentação adequada.

Além disso, o ambiente formado entre a lente e a córnea pode favorecer o acúmulo de microrganismos e dificultar alguns mecanismos naturais de proteção da superfície ocular.

Algumas pessoas acordam com o olho vermelho, dolorido ou sensível à luz depois de dormir com as lentes. Em determinadas situações, essa manifestação pode estar relacionada a uma resposta inflamatória conhecida como CLARE, sigla em inglês para olho vermelho agudo induzido por lentes de contato.

Entretanto, os sintomas podem ser muito semelhantes aos de uma ceratite infecciosa. A presença de dor ou vermelhidão ao acordar não permite concluir que se trata apenas de uma reação passageira.

Mesmo as lentes aprovadas para uso prolongado ou noturno apresentam riscos adicionais quando utilizadas durante o sono. Por isso, essa modalidade deve ocorrer exclusivamente quando existe indicação e acompanhamento oftalmológico específicos.

Para a maioria dos usuários de lentes convencionais, a recomendação é removê-las antes de dormir, respeitando o período de utilização prescrito.

Tomar banho ou entrar na piscina com lentes de contato pode provocar infecção?

A exposição das lentes de contato à água é um fator de risco importante para infecções oculares, mesmo quando a água parece limpa.

Isso acontece porque a água da torneira, de piscinas, rios e lagos pode conter microrganismos capazes de provocar doenças da córnea. A presença de cloro ou outros processos de tratamento não elimina completamente esse risco.

Uma das infecções mais preocupantes é a ceratite por Acanthamoeba, um protozoário encontrado em diferentes ambientes aquáticos. Embora seja relativamente rara, essa infecção pode apresentar tratamento difícil e prolongado, com risco de cicatrizes e perda visual permanente.

A ceratite por Acanthamoeba pode provocar dor intensa, vermelhidão, sensibilidade à luz e visão embaçada. Entretanto, a intensidade dos sintomas varia conforme o estágio da doença, e algumas pessoas apresentam manifestações inicialmente inespecíficas, que podem ser confundidas com outras alterações da superfície ocular.

Além da contaminação por microrganismos, o contato com a água pode modificar temporariamente as características de determinadas lentes gelatinosas, favorecendo deformações, aderência à superfície ocular e pequenas lesões na córnea.

Por isso, recomenda-se retirar as lentes antes de tomar banho, nadar ou utilizar banheiras de hidromassagem. Também não se deve lavar ou armazenar lentes com água da torneira, água filtrada, mineral ou destilada.

Quando uma lente entra em contato com água, deve ser retirada assim que possível. Conforme o tipo, poderá ser descartada ou submetida ao processo de limpeza e desinfecção indicado para aquele material, antes de uma eventual reutilização. Se houver qualquer sintoma ocular, não deve ser recolocada e é necessária avaliação médica.

O soro fisiológico estéril também não substitui as soluções desinfetantes apropriadas para lentes reutilizáveis. Sua utilização depende do tipo de lente e da finalidade prevista pelo fabricante e pelo oftalmologista.

O que fazer quando o olho fica vermelho e dolorido usando lentes?

A primeira medida é retirar imediatamente a lente de contato, desde que isso possa ser feito sem provocar trauma adicional. Antes de manuseá-la, lave as mãos com água e sabão e seque-as adequadamente.

Depois de retirar a lente, não volte a utilizá-la até que um oftalmologista avalie a causa dos sintomas e autorize o retorno. Se possível, preserve a lente utilizada e seu estojo para levá-los à consulta, pois em determinadas situações essas informações podem auxiliar na investigação de uma infecção. Não lave a lente com água para tentar reutilizá-la.

Se a lente estiver aderida ao olho ou houver muita dificuldade para removê-la, não tente arrancá-la à força. Procure atendimento para que a remoção seja realizada com segurança.

Também é importante evitar o uso de colírios por conta própria, especialmente produtos destinados apenas a reduzir a vermelhidão ou medicamentos que contenham corticosteroides. Esses colírios podem mascarar sintomas ou agravar determinadas infecções, dificultando o diagnóstico e o tratamento adequado.

Mesmo quando o desconforto melhora depois que a lente é retirada, uma pequena lesão corneana pode continuar presente. A melhora temporária não é suficiente para descartar uma ceratite.

Se houver dor, vermelhidão, sensibilidade à luz ou visão embaçada, procure avaliação oftalmológica imediatamente. Caso não consiga atendimento com seu médico, recorra a um serviço de urgência oftalmológica, sem aguardar o dia seguinte.

Como o oftalmologista identifica uma infecção provocada por lentes de contato?

A investigação começa pela avaliação dos sintomas e dos hábitos de utilização das lentes. O oftalmologista procura saber há quanto tempo o paciente utiliza lentes de contato, qual é o material, como realiza a limpeza, se costuma dormir com elas e se houve exposição recente à água.

O exame de biomicroscopia, realizado com a lâmpada de fenda, permite observar detalhadamente a córnea, a conjuntiva e outras estruturas da superfície ocular. Durante essa avaliação, o médico pode identificar sinais de inflamação, áreas de perda do epitélio, infiltrados corneanos e possíveis úlceras.

Em muitos casos, utiliza-se fluoresceína, um corante que permite identificar pequenas lesões na superfície da córnea quando observado sob iluminação apropriada.

Quando existe suspeita de infecção importante, principalmente em úlceras grandes, centrais ou com características incomuns, pode ser necessário coletar material da córnea para análise laboratorial. Esse procedimento ajuda a identificar microrganismos e orientar a escolha dos medicamentos, especialmente quando o quadro é grave ou não apresenta a resposta esperada ao tratamento inicial.

Em situações específicas, exames adicionais podem ser utilizados para investigar infecções por fungos ou Acanthamoeba, que podem apresentar características semelhantes às infecções bacterianas.

A avaliação também permite distinguir uma lesão infecciosa de alterações mecânicas, olho seco, conjuntivite alérgica e outras condições que podem produzir sintomas parecidos, mas exigem tratamentos diferentes.

Como é feito o tratamento da ceratite causada por lentes de contato?

O tratamento depende principalmente da causa e da gravidade da inflamação. Quando existe apenas irritação superficial ou uma pequena abrasão sem infecção, o oftalmologista pode recomendar a suspensão das lentes, medidas de proteção da córnea e medicamentos específicos conforme a avaliação.

Nas ceratites bacterianas, o tratamento geralmente envolve colírios antibióticos, algumas vezes administrados em intervalos frequentes durante a fase inicial. A escolha da medicação depende das características da lesão, da suspeita do agente infeccioso e, quando disponíveis, dos resultados dos exames laboratoriais.

Infecções provocadas por fungos ou Acanthamoeba exigem tratamentos diferentes, que podem ser prolongados e necessitar de acompanhamento especializado. Utilizar um antibiótico inadequado ou um colírio contendo corticosteroide sem diagnóstico pode atrasar o tratamento correto e permitir a progressão da doença.

Em quadros graves, principalmente quando existe comprometimento importante da transparência ou integridade da córnea, pode ser necessário tratamento cirúrgico. Algumas cicatrizes também podem deixar alterações visuais permanentes, mesmo após o controle da infecção.

O acompanhamento pode precisar ser realizado em intervalos curtos, principalmente durante os primeiros dias, para verificar se a lesão está respondendo adequadamente. A melhora da dor não significa necessariamente que a córnea já esteja cicatrizada ou que o tratamento possa ser interrompido.

Quanto mais cedo a infecção é identificada, maiores são as possibilidades de controlar a inflamação antes que ocorram lesões profundas.

Lentes rígidas, gelatinosas e esclerais apresentam os mesmos riscos?

Todas as lentes de contato exigem cuidados de utilização e higienização, mas existem diferenças importantes entre os materiais e os mecanismos de adaptação.

As lentes gelatinosas são frequentemente utilizadas para correção de miopia, hipermetropia e astigmatismo. Seu material flexível proporciona conforto inicial para muitos usuários, mas o uso inadequado, principalmente durante o sono ou em contato com água, aumenta o risco de complicações.

As lentes rígidas gás-permeáveis apresentam características diferentes, permitindo uma correção óptica particularmente útil em pacientes com astigmatismo irregular e ceratocone. Entretanto, uma adaptação inadequada também pode provocar atrito, lesões na superfície da córnea e desconforto.

Já as lentes esclerais são maiores e se apoiam sobre a esclera, criando um reservatório líquido entre a lente e a córnea. São utilizadas em condições específicas, como ceratocone avançado e doenças que provocam irregularidades importantes na superfície ocular.

Embora possam proporcionar excelente conforto e qualidade visual, as lentes esclerais também exigem higienização rigorosa e utilização das soluções adequadas. A região entre a lente e a córnea deve ser preenchida com solução estéril apropriada, geralmente sem conservantes, conforme a orientação do especialista.

Nenhum desses modelos é completamente isento de riscos, e a presença de dor, vermelhidão ou alteração visual exige a suspensão do uso e avaliação da superfície ocular.

Conheça mais sobre as lentes esclerais utilizadas no tratamento de ceratocone e córneas irregulares.

O mesmo cuidado vale para lentes coloridas e decorativas, inclusive aquelas sem grau. Apesar da finalidade estética, elas continuam sendo dispositivos médicos que precisam de adaptação adequada e podem provocar complicações quando utilizadas sem orientação.

Como evitar infecções e irritações durante o uso de lentes de contato?

A prevenção depende principalmente de uma combinação entre boa adaptação, higiene e respeito às orientações de utilização.

Antes de colocar ou retirar as lentes, é necessário lavar as mãos com água e sabão e secá-las adequadamente. As lentes reutilizáveis devem ser higienizadas e desinfetadas com produtos compatíveis com o material, seguindo as recomendações do fabricante e do oftalmologista.

A solução presente no estojo deve ser descartada após o uso, sem misturar líquido antigo com solução nova. O estojo também precisa ser higienizado com solução apropriada, mantido em condições adequadas de secagem e substituído periodicamente, geralmente pelo menos a cada três meses.

As lentes devem ser trocadas respeitando o prazo de substituição indicado. Uma lente descartável diária não deve ser armazenada para reutilização, assim como uma lente mensal não deve continuar sendo utilizada indefinidamente apenas porque parece estar em boas condições.

Dormir com lentes, tomar banho ou entrar na piscina utilizando-as são hábitos que precisam ser evitados, salvo situações específicas de uso noturno prescritas e supervisionadas por um oftalmologista. Também não se deve compartilhar lentes, inclusive as coloridas, ou utilizar saliva e água para tentar limpá-las.

Em pessoas que apresentam ressecamento frequente, a escolha do material, o tempo diário de uso e o tratamento da superfície ocular podem precisar de ajustes.

Manter um par de óculos atualizado também é importante, permitindo suspender as lentes quando existir desconforto sem comprometer as atividades cotidianas.

Saiba mais sobre os tipos de lentes de contato, adaptação e cuidados de higienização.

Quando é seguro voltar a usar lentes depois de uma irritação ou infecção?

O retorno depende da causa do problema e da recuperação da superfície ocular.

Quando existe apenas uma irritação leve, pode ser possível retomar o uso depois que os sintomas desaparecem e o oftalmologista confirma que não existem lesões. Entretanto, se houve uma abrasão corneana ou infecção, é necessário aguardar a cicatrização e a liberação médica.

Nos casos de ceratite infecciosa, a suspensão das lentes pode ser prolongada, principalmente quando existe uma úlcera importante ou alterações residuais da córnea.

Também pode ser necessário substituir as lentes utilizadas anteriormente, o estojo e os produtos de conservação, além de revisar a técnica de higienização e as condições da adaptação.

Em algumas pessoas, a presença de olho seco, alergias ou irregularidades corneanas torna necessário modificar o tipo de lente ou reduzir o tempo de utilização. Em outras, pode ser mais adequado utilizar óculos por um período prolongado.

O fato de o olho ter deixado de apresentar vermelhidão ou dor não garante que esteja completamente recuperado. A decisão de voltar a utilizar lentes deve considerar a integridade da córnea e o risco de novas complicações.

Quando procurar um especialista em córnea e lentes de contato?

O aparecimento de vermelhidão e dor durante o uso de lentes de contato não deve ser considerado uma consequência inevitável da adaptação. Embora algum desconforto possa acontecer em situações específicas, a dor persistente, a sensibilidade à luz e a alteração da visão são manifestações que exigem investigação.

A avaliação por um oftalmologista especialista em córnea permite identificar infecções, lesões superficiais e alterações relacionadas ao uso das lentes, além de verificar se o modelo utilizado continua adequado às características do olho.

Em pacientes que apresentam desconforto frequente, também podem ser necessários exames complementares para avaliar a superfície ocular, o filme lacrimal e a curvatura da córnea.

Na Clínica Midori, em Brasília, o acompanhamento de pacientes com doenças da córnea e necessidades especiais de adaptação de lentes de contato é realizado pela Dra. Camilla Linhalis, oftalmologista especialista em Córnea, Cirurgia Refrativa e Lentes de Contato.

O uso correto de lentes é seguro para grande parte das pessoas, mas depende de cuidados contínuos e atenção às alterações da superfície ocular. Pequenas irritações podem ser relativamente simples de tratar, enquanto infecções corneanas podem evoluir rapidamente e provocar danos permanentes.

Se o olho ficar vermelho, dolorido ou apresentar visão embaçada durante o uso de lentes de contato, suspenda imediatamente a utilização e procure avaliação oftalmológica urgente. Identificar a causa precocemente é fundamental para preservar a transparência da córnea e evitar complicações que possam comprometer a visão.

Dra. Camilla Linhalis

Revisão técnica

Dra. Camilla Linhalis

Oftalmologista especialista em Córnea, Cirurgia Refrativa e Lentes de Contato
CRM-DF 19030 / RQE 10499


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