Injeção no olho dói? Como funciona a aplicação intravítrea
A injeção no olho dói? Entenda como a anestesia reduz o desconforto, o que esperar durante a aplicação intravítrea e quais cuidados e sinais de alerta merecem atenção depois do procedimento.
A ideia de receber uma injeção diretamente no olho costuma provocar medo e ansiedade, especialmente em pacientes que nunca passaram por esse tipo de procedimento. Entretanto, a injeção intravítrea geralmente causa pouca ou nenhuma dor, pois é realizada com anestesia local, utilizando colírios ou gel anestésico que reduzem a sensibilidade da superfície ocular.
Durante a aplicação, o paciente pode perceber uma leve pressão ou um desconforto passageiro, mas a introdução da medicação acontece em poucos segundos. A maior parte do tempo é dedicada à preparação do olho e aos cuidados necessários para prevenir infecções.
As injeções intravítreas são utilizadas no tratamento de diversas doenças da retina, incluindo a degeneração macular relacionada à idade (DMRI), o edema macular diabético e as oclusões vasculares retinianas.
Embora o procedimento seja relativamente rápido, sua realização exige cuidados rigorosos de assepsia, técnica adequada e acompanhamento por um oftalmologista especialista em retina e vítreo.
O que é uma injeção intravítrea?
A injeção intravítrea é um procedimento oftalmológico utilizado para administrar medicamentos diretamente na cavidade vítrea, localizada na parte posterior do olho.
Essa cavidade é preenchida pelo humor vítreo, uma substância gelatinosa e transparente que permanece em contato com a retina.
A retina é uma fina camada de tecido neurossensorial responsável por captar os estímulos luminosos e transformá-los em impulsos nervosos, que são transmitidos ao cérebro pelo nervo óptico.
Quando determinadas doenças provocam alterações nos vasos sanguíneos da retina, inflamação ou acúmulo de líquido na região da mácula, pode ser necessário utilizar medicamentos que atuem diretamente nas estruturas internas do olho.
A aplicação intravítrea permite que esses medicamentos alcancem concentrações adequadas próximas ao tecido afetado, algo que nem sempre seria possível utilizando apenas colírios ou medicamentos administrados por via oral.
É importante compreender que a agulha não é introduzida diretamente na retina. A aplicação é realizada através da esclera, a parte branca do olho, em uma região cuidadosamente selecionada pelo oftalmologista para alcançar a cavidade vítrea.
A injeção no olho realmente não dói?
A maioria dos pacientes relata pouca ou nenhuma dor durante a injeção intravítrea.
Isso acontece porque, antes da aplicação, o oftalmologista utiliza anestésicos locais para reduzir a sensibilidade da superfície ocular.
A anestesia pode ser realizada por meio de colírios ou gel anestésico e, em determinadas situações, pode ser necessária uma técnica complementar.
Durante o procedimento, o paciente pode perceber uma sensação de pressão, um pequeno toque ou um desconforto breve no momento da introdução da agulha.
Entretanto, a experiência não é exatamente igual para todas as pessoas.
Alguns pacientes apresentam maior sensibilidade ocular, enquanto outros podem sentir desconforto relacionado à manipulação das pálpebras ou à utilização do antisséptico necessário para prevenir infecções.
A ansiedade também pode influenciar a maneira como o paciente percebe essas sensações.
Por isso, embora seja correto afirmar que a injeção intravítrea geralmente é bem tolerada, não seria adequado garantir que o procedimento é absolutamente indolor.
Na prática, muitos pacientes relatam que a expectativa de receber uma injeção no olho foi mais desconfortável que a própria aplicação.
Como é feita a aplicação intravítrea?
A aplicação segue uma sequência de cuidados destinados a garantir a administração correta do medicamento e reduzir o risco de complicações.
Na Clínica Midori, os procedimentos de injeção intravítrea são realizados em centro cirúrgico, com preparação adequada do ambiente e das estruturas oculares.
1. Preparação do paciente
Antes do procedimento, o oftalmologista confirma a indicação do tratamento, o olho que receberá a medicação e as condições clínicas relevantes.
O paciente deve informar sobre alergias conhecidas, infecções oculares recentes, medicamentos em uso e qualquer alteração importante da saúde desde a última avaliação.
Dependendo das condições individuais e do protocolo utilizado, podem ser necessários cuidados específicos antes da aplicação.
2. Anestesia local
A superfície do olho recebe anestésico local, geralmente na forma de colírios ou gel.
O objetivo é reduzir a sensibilidade da região onde será realizada a aplicação.
O paciente permanece consciente durante o procedimento e normalmente consegue compreender e seguir as orientações do médico.
3. Limpeza e antissepsia
A prevenção de infecções é uma das etapas mais importantes.
O oftalmologista realiza a antissepsia da superfície ocular e da região das pálpebras, frequentemente utilizando uma solução à base de iodopovidona, substância eficaz contra microrganismos que podem estar presentes ao redor do olho.
Essa preparação reduz o risco de que bactérias entrem na cavidade ocular durante a aplicação.
O uso de técnicas adequadas de assepsia é fundamental, pois uma infecção intraocular, embora rara, pode provocar consequências graves para a visão.
4. Posicionamento das pálpebras
Durante a aplicação, pode ser utilizado um pequeno dispositivo chamado blefarostato, responsável por manter as pálpebras afastadas.
Isso evita que o paciente feche involuntariamente o olho e reduz o contato da região tratada com os cílios.
Apesar da aparência do equipamento, sua utilização geralmente é bem tolerada após a anestesia local.
O paciente recebe orientações para manter o olhar em determinada direção, facilitando o acesso à região escolhida para a injeção.
5. Aplicação do medicamento
Com o olho anestesiado e adequadamente preparado, o oftalmologista utiliza uma agulha muito fina para introduzir o medicamento na cavidade vítrea.
A punção é realizada através da parte branca do olho, em uma região localizada a alguns milímetros da borda da córnea.
A aplicação propriamente dita dura poucos segundos.
A maioria dos pacientes percebe apenas uma leve pressão, sem conseguir visualizar diretamente a agulha durante a introdução.
6. Avaliação após a injeção
Após a retirada da agulha, o oftalmologista verifica as condições do olho e pode realizar avaliações adicionais, conforme o medicamento utilizado e as características do paciente.
Em determinadas situações, é importante verificar a pressão intraocular, pois a introdução do medicamento pode provocar um aumento temporário da pressão dentro do olho.
Na maioria das pessoas, essa alteração é passageira.
O paciente recebe orientações específicas sobre os cuidados posteriores e os sintomas que precisam ser comunicados imediatamente.
Quanto tempo demora uma injeção intravítrea?
A aplicação do medicamento dura apenas alguns segundos, mas o procedimento completo exige tempo adicional para anestesia, antissepsia, posicionamento do paciente e avaliação posterior.
Em geral, a sequência de preparação e aplicação pode durar aproximadamente 10 a 15 minutos, embora esse período varie conforme as condições clínicas e os protocolos utilizados.
O tempo total de permanência no serviço pode ser maior devido à preparação para o centro cirúrgico, às verificações necessárias e aos cuidados posteriores.
Normalmente, a injeção intravítrea não exige internação hospitalar prolongada, permitindo que o paciente receba alta após a avaliação e liberação médica.
Quais doenças são tratadas com injeção no olho?
As injeções intravítreas são utilizadas para diferentes doenças que afetam a retina e outras estruturas internas do olho.
Uma das principais classes de medicamentos utilizados é a dos antiangiogênicos, também conhecidos como anti-VEGF.
Esses medicamentos bloqueiam a ação do fator de crescimento endotelial vascular (VEGF), uma proteína envolvida na formação de vasos sanguíneos e no aumento de sua permeabilidade.
Em determinadas doenças da retina, a atividade excessiva do VEGF favorece o crescimento de vasos anormais e o vazamento de líquido, comprometendo a visão.
Os antiangiogênicos ajudam a controlar essas alterações, reduzindo o edema e a atividade dos vasos sanguíneos anormais.
Entre as principais indicações estão:
Degeneração macular relacionada à idade (DMRI)
Na forma neovascular, também conhecida como DMRI úmida, ocorre o desenvolvimento de vasos sanguíneos anormais que podem provocar sangramentos e acúmulo de líquido na região central da retina.
A aplicação intravítrea de antiangiogênicos é uma das principais formas de tratamento, permitindo controlar a atividade desses vasos e preservar a visão.
Saiba mais sobre a degeneração macular relacionada à idade e suas formas de tratamento.
Edema macular diabético
O diabetes pode provocar alterações nos pequenos vasos sanguíneos da retina, aumentando sua permeabilidade e favorecendo o vazamento de líquido.
Quando esse líquido se acumula na mácula, região responsável pela visão central e pela percepção de detalhes, ocorre o edema macular diabético.
Dependendo da gravidade e do comprometimento visual, as injeções intravítreas podem ser utilizadas para reduzir o edema e melhorar ou estabilizar a visão.
Conheça a retinopatia diabética e a importância do acompanhamento oftalmológico.
Oclusões venosas da retina
Quando uma veia retiniana sofre uma obstrução, podem ocorrer hemorragias, alterações circulatórias e acúmulo de líquido na mácula.
As injeções intravítreas podem ser indicadas para controlar o edema macular associado à obstrução e reduzir o comprometimento visual.
Outras doenças inflamatórias e retinianas
Além dos antiangiogênicos, existem medicamentos corticosteroides administrados por via intravítrea, incluindo implantes de liberação prolongada.
Esses medicamentos podem ser indicados em determinadas situações de edema macular e inflamação intraocular.
A escolha depende da doença, das condições do olho, da resposta aos tratamentos anteriores e dos riscos associados a cada medicamento.
Quais medicamentos são utilizados nas injeções intravítreas?
Entre os medicamentos conhecidos e utilizados na oftalmologia estão o aflibercepte (Eylea®), o ranibizumabe (Lucentis®) e o bevacizumabe (Avastin®).
Todos apresentam ação antiangiogênica, embora existam diferenças em suas características farmacológicas, indicações, formulações e aspectos regulatórios.
O bevacizumabe, por exemplo, foi originalmente desenvolvido para o tratamento de determinados tipos de câncer, sendo utilizado na oftalmologia em situações específicas como tratamento off-label, isto é, fora das indicações previstas na bula original.
Outros medicamentos, como os implantes intravítreos de dexametasona (Ozurdex®), pertencem à classe dos corticosteroides e apresentam mecanismos de ação diferentes.
A escolha da medicação é individualizada e depende do diagnóstico, da avaliação da retina, da disponibilidade e dos resultados esperados.
Para compreender melhor as diferenças entre esses tratamentos, consulte os artigos sobre injeção intravítrea de antiangiogênicos e Avastin® no tratamento das doenças da retina.
O olho fica dolorido depois da injeção?
É possível apresentar um pequeno desconforto ocular nas primeiras horas após a aplicação.
Uma das manifestações mais frequentes é a sensação de areia ou de corpo estranho no olho.
Essa sensação pode estar relacionada à utilização do antisséptico, à manipulação da superfície ocular ou a pequenas alterações temporárias do filme lacrimal.
Alguns pacientes também apresentam lacrimejamento, sensibilidade à luz e discreta vermelhidão.
Esses sintomas geralmente são leves e melhoram espontaneamente em algumas horas ou nos primeiros dias.
Entretanto, existe uma diferença importante entre um desconforto superficial passageiro e uma dor ocular intensa ou progressiva.
Dor importante, piora da visão, vermelhidão crescente ou sensibilidade acentuada à luz após uma injeção intravítrea são sinais de alerta e exigem avaliação oftalmológica imediata.
Essas manifestações podem indicar complicações que necessitam de tratamento urgente.
É normal ficar com o olho vermelho após a aplicação?
Sim. Alguns pacientes apresentam uma pequena mancha vermelha na parte branca do olho, conhecida como hemorragia subconjuntival.
Essa alteração acontece quando um pequeno vaso sanguíneo superficial se rompe durante a aplicação.
Embora a aparência possa causar preocupação, a hemorragia subconjuntival isolada geralmente não compromete a visão e costuma desaparecer espontaneamente ao longo de uma ou duas semanas.
A mancha também pode parecer mais extensa em pessoas que utilizam determinados medicamentos anticoagulantes ou antiagregantes plaquetários.
Entretanto, o paciente não deve interromper esses medicamentos por conta própria antes ou depois da injeção.
A avaliação sobre a continuidade do tratamento deve ser realizada pelos médicos responsáveis.
É importante diferenciar uma mancha vermelha superficial de uma vermelhidão progressiva acompanhada de dor, secreção ou piora visual, manifestações que precisam de investigação urgente.
A visão fica embaçada depois da injeção no olho?
É possível apresentar visão temporariamente embaçada após a aplicação.
Isso pode acontecer devido à presença do medicamento, às alterações transitórias do filme lacrimal, à dilatação da pupila quando realizada ou a pequenas bolhas de ar que eventualmente entram na cavidade vítrea.
Alguns pacientes percebem uma pequena mancha ou bolha escura que se movimenta no campo visual, geralmente desaparecendo espontaneamente.
Entretanto, a piora visual persistente ou progressiva não deve ser considerada uma consequência normal do procedimento.
Também é importante compreender que o medicamento não necessariamente produz melhora imediata da visão.
A resposta depende da doença tratada, da gravidade das alterações retinianas e do tempo necessário para controlar o edema ou a atividade dos vasos sanguíneos.
Em determinadas situações, o objetivo principal do tratamento é impedir a progressão da doença, e não recuperar toda a visão que já foi perdida.
Quais são os riscos da injeção intravítrea?
As injeções intravítreas são procedimentos amplamente utilizados na oftalmologia e apresentam baixo risco de complicações graves quando realizadas com técnica adequada.
Entretanto, por envolverem a introdução de uma agulha na cavidade ocular, não são procedimentos isentos de riscos.
Entre as possíveis complicações estão:
- Endoftalmite: infecção grave das estruturas internas do olho, que pode provocar perda importante da visão.
- Inflamação intraocular: reação inflamatória que pode estar relacionada ao medicamento ou ao próprio procedimento.
- Aumento da pressão intraocular: geralmente temporário, mas que pode exigir atenção especial em pacientes com glaucoma.
- Hemorragias: podem ocorrer na superfície ocular ou, mais raramente, no interior do olho.
- Roturas ou descolamento de retina: complicações incomuns, mas potencialmente graves.
- Alterações do cristalino: podem ocorrer em situações específicas, inclusive por lesões relacionadas ao procedimento.
Os riscos também variam conforme o medicamento utilizado.
Corticosteroides intravítreos, por exemplo, podem aumentar o risco de elevação da pressão intraocular e desenvolvimento ou progressão da catarata.
A endoftalmite é uma das complicações mais graves, embora rara. O uso adequado de antissépticos e a adoção de medidas rigorosas de assepsia são fundamentais para reduzir sua ocorrência.
A administração rotineira de colírios antibióticos antes ou depois de injeções intravítreas não demonstrou benefício consistente na prevenção dessa complicação e não é universalmente recomendada.
Por isso, o paciente deve utilizar apenas os medicamentos prescritos pelo oftalmologista.
Quais cuidados são necessários depois da injeção intravítrea?
Após a aplicação, o paciente recebe orientações específicas conforme o medicamento utilizado, as condições do olho e o protocolo do serviço.
Alguns cuidados geralmente recomendados incluem evitar esfregar ou pressionar o olho, manter as mãos limpas antes de qualquer contato com a região ocular e evitar situações que possam provocar contaminação da superfície do olho, especialmente no dia do procedimento.
O uso de maquiagem ocular, lentes de contato, piscinas e outras atividades que possam expor o olho a contaminantes deve seguir o prazo de liberação informado pelo médico.
O paciente também deve evitar utilizar colírios por conta própria.
Quando houver necessidade de lubrificação ocular ou outra medicação, o oftalmologista indicará o produto e a frequência adequada.
A capacidade de dirigir pode estar temporariamente prejudicada pela dilatação da pupila, pela visão embaçada ou por outros efeitos do procedimento. Por isso, é prudente organizar o transporte de retorno conforme a orientação do serviço.
A maioria das pessoas consegue retomar atividades leves rapidamente, mas as recomendações podem variar conforme a doença tratada e as condições individuais.
Quando procurar atendimento urgente depois da aplicação?
Algumas manifestações podem indicar complicações e não devem ser confundidas com o desconforto passageiro esperado após o procedimento.
Procure atendimento oftalmológico imediato se apresentar:
- Dor ocular intensa ou que aumenta com o passar das horas.
- Redução importante ou progressiva da visão.
- Vermelhidão que se intensifica, especialmente quando acompanhada de dor.
- Sensibilidade acentuada à luz.
- Aumento importante de manchas escuras ou moscas volantes.
- Secreção ocular ou outros sinais sugestivos de infecção.
Esses sintomas podem surgir nas horas ou nos dias seguintes à aplicação.
Na suspeita de uma complicação grave, não é recomendável aguardar a próxima consulta programada. Se não conseguir contato imediato com o médico responsável, procure um serviço de urgência oftalmológica.
Quantas injeções no olho são necessárias?
Uma das dúvidas mais frequentes dos pacientes é se a aplicação precisa ser realizada apenas uma vez ou se será necessário repetir o procedimento.
A resposta depende principalmente da doença tratada e da resposta individual ao medicamento.
Em doenças crônicas, como a DMRI neovascular e o edema macular diabético, geralmente são necessárias aplicações repetidas para controlar a atividade da doença.
Alguns protocolos começam com aplicações mensais durante uma fase inicial, seguidas por ajustes nos intervalos conforme os resultados encontrados durante o acompanhamento.
Em outras situações, os intervalos podem ser maiores ou o esquema terapêutico pode ser modificado.
O acompanhamento costuma incluir exames como a tomografia de coerência óptica (OCT), que permite observar detalhadamente as camadas da retina e verificar a presença de líquido.
A necessidade de novas aplicações não significa necessariamente que o tratamento anterior falhou.
Muitas doenças retinianas são crônicas e necessitam de controle contínuo, assim como acontece com outras condições médicas que exigem tratamento de manutenção.
Interromper as aplicações sem orientação pode permitir a reativação da doença e comprometer os resultados alcançados.
A injeção intravítrea pode recuperar a visão perdida?
Em determinados casos, sim. Entretanto, a possibilidade de recuperação depende da doença, da extensão das lesões e do tempo decorrido até o início do tratamento.
Pacientes com edema macular podem apresentar melhora visual significativa quando o acúmulo de líquido é controlado e as células retinianas ainda preservam sua função.
Já em situações nas quais existem alterações estruturais permanentes ou perda de células responsáveis pela visão, o tratamento pode estabilizar a doença sem recuperar completamente a capacidade visual anterior.
Na DMRI neovascular, por exemplo, os antiangiogênicos podem reduzir o vazamento de líquido e a atividade de vasos anormais, preservando a visão e proporcionando melhora em parte dos pacientes.
Entretanto, não é possível garantir o mesmo resultado para todas as pessoas.
Por isso, o diagnóstico precoce e a continuidade do acompanhamento são fundamentais para aumentar as possibilidades de preservar a função visual.
Injeção ou laser: qual é o melhor tratamento para a retina?
A fotocoagulação a laser e as injeções intravítreas são recursos diferentes, utilizados conforme o tipo de doença e as estruturas comprometidas.
O laser utiliza energia luminosa para produzir efeitos controlados em regiões específicas da retina, podendo ser indicado para determinadas roturas, áreas de isquemia e outras alterações vasculares.
Já as injeções intravítreas permitem administrar medicamentos que atuam sobre mecanismos específicos das doenças, como o crescimento de vasos anormais, o vazamento de líquido e a inflamação.
Em determinadas condições, as duas técnicas podem ser utilizadas de maneira complementar.
A escolha depende da avaliação da retina, da localização das alterações, do comprometimento da mácula e da resposta aos tratamentos anteriores.
Para entender melhor essas diferenças, leia também Laser ou injeção: quando cada tratamento é escolhido para a retina?.
O medo da injeção no olho pode prejudicar o tratamento?
O receio de receber uma injeção diretamente no olho é compreensível, especialmente entre pacientes que nunca passaram por esse procedimento.
Entretanto, esse medo não deve levar à interrupção ou ao adiamento de um tratamento necessário.
Em doenças como a DMRI neovascular e o edema macular diabético, o atraso nas aplicações pode permitir a progressão das alterações retinianas e comprometer a recuperação da visão.
Uma das maneiras de reduzir a ansiedade é compreender exatamente como o procedimento acontece.
A utilização de anestesia local, a pequena duração da aplicação e os cuidados de prevenção de infecção tornam o procedimento geralmente bem tolerado.
Também é importante conversar com o oftalmologista sobre experiências anteriores, sensibilidade ocular e receios específicos. Essas informações ajudam a planejar o atendimento e esclarecer o que o paciente pode esperar.
Na Clínica Midori, em Brasília, os procedimentos de injeção intravítrea são realizados em centro cirúrgico, seguindo os cuidados de preparação, antissepsia e acompanhamento necessários ao tratamento.
A injeção intravítrea geralmente provoca pouca ou nenhuma dor, e o desconforto momentâneo da aplicação costuma ser pequeno quando comparado aos benefícios que o tratamento pode proporcionar à preservação da visão.
O mais importante é compreender a indicação médica, seguir corretamente as orientações e manter o acompanhamento especializado, principalmente nas doenças que exigem aplicações repetidas.

